Em Portugal, o divórcio foi legalizado no dia 3 de Novembro de1910, menos de um mês após a implantação da República. Marido e mulher terão desde então o mesmo tratamento legal, quer relativamente aos motivos de divórcio quer aos direitos sobre os filhos. A esposa deixa de ter o dever de obedecer ao marido. O adultério passa a ser considerado crime, cometido pela mulher ou pelo homem. Contudo, a Concordata assinada com o Vaticano em 1940 retira, dos que se casem na Igreja Católica, o direito de se divorciar - restrição que será revogada em 1975.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
domingo, 31 de janeiro de 2010

A revolta tem início na madrugada de 31 de Janeiro de 1891. Os revoltosos descem a rua do Almada até à Praça D. Pedro, hoje Praça da Liberdade e em frente ao antigo edifício da Câmara Muncipal do Porto ouviram o Drº Alves da Veiga proclamar a Implantação da República. Hasteou-se uma bandeira vermelha e verde. Entretanto, a multidão de revoltosos (militares e populares) decide ocupar a estação de Correios e Telégrafo que ficava na praça da Batalha. Quando sobem a rua de Santo António ( hoje 31 de Janeiro) são barrados pela Guarda que, das escadarias da Igreja de Santo Ildefonso, atiram sobre a multidão. Às dez da manhã, os revoltosos rendem-se.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Carolina Ângelo era médica e foi a primeira mulher a votar em Portugal, em 1911. Numa altura em que o direito de voto era reconhecido apenas a cidadãos portugueses com mais de 21 anos que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família, Carolina exigiu que lhe reconhecessem o direito a votar e para tal invocou o facto de ser viúva. O tribunal concedeu-lhe esse direito. No ano seguinte, em 1912, a lei foi alterada, com a especificação de que "só os chefes de família do sexo masculino é que poderiam exercer o direito de votar".
O sufrágio universal só seria instituído depois do 25 de Abril de 1974.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
As Mulheres e a República
Adelaide Cabete e Carolina Beatriz Ângelo (médicas) bordaram a bandeira que foi desfraldada no dia 5 de Outubro de 1910. As republicanas que lutaram pela implantação da República e reivindicaram direitos e deveres iguais para ambos os sexos.
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