O Rosto da República

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ilda Puga - O Busto da República

Ilda Pulga, a mulher alentejana que serviu de modelo para o primeiro busto da República. Na altura teria, provavelmente, entre 18 a 19 anos. Os seus descendentes consideram-na uma mulher para a época " muito atrevida e com uma vida cultural muito intensa". Morreu em 1993 com 101 anos.

terça-feira, 23 de março de 2010

Ana Sousa e Castro



1872-1935

Foi a primeira mulher a dedicar-se à literatura Infantil em Portugal. Foi uma intransigente defensora dos direitos das mulheres e da liberdade feminina. Criou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e colaborou na criação da Lei do Divórcio, com o ministro da Justiça, Drº Afonso Costa. Considerava que a mulher não devia ser uma peça decorativa e afirmou: “…Não tem opinião para não ser pedante, não lê para não ser doutora e não ver espavoridos os maridos.” Apostava na educação das mulheres para alcançar a igualdade de direitos e por isso escreveu em 1905, “ Mulheres Portuguesas”, o primeiro manifesto feminista.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Carolina Michaelis


Carolina Michaëlis nasceu em Berlim, a 15 de Março de 1851. O pai, Gustavo Michaëlis (1813-1895), era professor de Matemática e dedicou-se ao estudo da história da escrita, ortografia e estenografia. Carolina estudou na Escola Superior Municipal Feminina de Berlim. Em meados do século XIX, não eram admitidas senhoras nas universidades alemãs e por isso teve que estudar em casa. Estudou literatura greco-romana, línguas eslavas, semitas e românicas. Também estudou árabe, para poder ler manuscritos no original. Na Universidade de Coimbra, há cadernos de apontamentos seus, escritos em árabe.
A sua inteligência e as suas qualidades de trabalho eram invulgares. Aos 14 anos traduziu o Novo Testamento, do Castelhano. Em 1867, com apenas 16 anos, Carolina começou a publicar, em revistas alemãs da especialidade, trabalhos sobre língua e literatura espanhola e italiana, O interesse pelo português chegou depois. Rapidamente Carolina se tornou conhecida no meio dos estudos filológicos da Europa. A sua facilidade para as línguas dá-lhe o reconhecimento oficial para ser tradutora, ainda muito jovem. Casa-se em 1876 com o português Joaquim de Vasconcelos. Em 1911, é convidada para professora da Faculdade de Letras de Lisboa mas transfere-se para a Universidade de Coimbra, para assim manter residência no Porto. Nesse ano é eleita para a Academia das Ciências, facto que veio a ser objecto de discussão, por se tratar de uma mulher. Foi a primeira mulher a leccionar numa universidade, em Portugal

segunda-feira, 15 de março de 2010

Maria Veleda

Foi uma feminista, uma republicana e uma livre pensadora. Destacou-se na luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, numa época em que a sociedade conservadora as destinava à vida doméstica. Empenhou-se pelo direito das mulheres ao sufrágio universal, efectuando petições, discursos e chefiando delegações junto dos Órgãos de Soberania. Foi dirigente da " Liga Republicana das Mulheres Portuguesas", entre 1910 e 1915. Era anti -clericalista, o que lhe casou muitos dissabores, quer pela facção mais conservadora da Igreja, quer pelos adeptos da Monarquia. Após a revolução republicana fez parte de um grupo chamado " Pró-Pátria" que percorreu o país em defesa do regime implantado.

Em 1915 participou na preparação de um golpe de Estado contra o general ditador, Pimenta Machado e foi a favor da entrada de Portugal na 1ª Guerra Mundial. Mostrou-se desiludida com a actuação dos governos republicanos que não souberam cumprir com as promessas feitas: o voto às mulheres e formar uma sociedade mais justa e livre. No jornal " Século" e noutros periódicos continuou a defender os seus ideais feministas e republicanos até ao fim da sua vida. O seu veraddeiro nome era Maria Carolina Frederico Crispim.



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Divórcio

Em Portugal, o divórcio foi legalizado no dia 3 de Novembro de1910, menos de um mês após a implantação da República. Marido e mulher terão desde então o mesmo tratamento legal, quer relativamente aos motivos de divórcio quer aos direitos sobre os filhos. A esposa deixa de ter o dever de obedecer ao marido. O adultério passa a ser considerado crime, cometido pela mulher ou pelo homem. Contudo, a Concordata assinada com o Vaticano em 1940 retira, dos que se casem na Igreja Católica, o direito de se divorciar - restrição que será revogada em 1975.

domingo, 31 de janeiro de 2010



A revolta tem início na madrugada de 31 de Janeiro de 1891. Os revoltosos descem a rua do Almada até à Praça D. Pedro, hoje Praça da Liberdade e em frente ao antigo edifício da Câmara Muncipal do Porto ouviram o Drº Alves da Veiga proclamar a Implantação da República. Hasteou-se uma bandeira vermelha e verde. Entretanto, a multidão de revoltosos (militares e populares) decide ocupar a estação de Correios e Telégrafo que ficava na praça da Batalha. Quando sobem a rua de Santo António ( hoje 31 de Janeiro) são barrados pela Guarda que, das escadarias da Igreja de Santo Ildefonso, atiram sobre a multidão. Às dez da manhã, os revoltosos rendem-se.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


Carolina Ângelo era médica e foi a primeira mulher a votar em Portugal, em 1911. Numa altura em que o direito de voto era reconhecido apenas a cidadãos portugueses com mais de 21 anos que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família, Carolina exigiu que lhe reconhecessem o direito a votar e para tal invocou o facto de ser viúva. O tribunal concedeu-lhe esse direito. No ano seguinte, em 1912, a lei foi alterada, com a especificação de que "só os chefes de família do sexo masculino é que poderiam exercer o direito de votar".

O sufrágio universal só seria instituído depois do 25 de Abril de 1974.